Educação é a área com mais obras paradas no país

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Para presidente do TCE-RO, ‘obras são caríssimas, de baixa qualidade, lentas, suscetíveis a fraude e corrupção, muitas nem chegam à conclusão.’


A Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Coinfra/CBIC) promoveu ontem o evento “O Labirinto das Obras Públicas” O foco desta edição foi o Estado de Rondônia. Durante o encontro, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Paulo Curi Neto, afirmou que a educação é a área que mais tem obras paradas no Brasil.

Segundo o presidente da Coinfra/CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, a maioria dos municípios brasileiros depende de transferência de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para execução de escolas.

“O último desembolso que o órgão fez para os municípios foi em agosto de 2020. Os contratos paralisaram sem a transferência de recursos federais e a gente verifica a paralisia de inúmeras escolas no país. Ou seja, contratou sem ter recursos assegurados. Realmente é um problema que a gente precisa enfrentar de frente”, disse.

Para Paulo Curi Neto, a questão trazida pelo evento é importante.

“É de gigantesca relevância para o nosso estado, para os nossos cidadãos. Nós temos a clara concepção de que estamos realmente em um labirinto, ainda sem encontrar saída, no que toca as obras públicas. Elas são caríssimas, de baixa qualidade, lentas, suscetíveis a fraude e corrupção, muitas delas sequer chegam à conclusão. Nós temos um acervo importante e muito relevante de obras paradas, que nem sempre, quando concluídas, atendem a finalidade que justificou a sua realização”, afirmou.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia. (Sinduscon-RO), Emerson Fidel Campos Araújo, considerou essa discussão profícua. “A questão do labirinto das obras públicas é um dos entraves no desenvolvimento, não só para nosso estado, como para todo o Brasil.’

Pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revela que 99,3% das escolas brasileiras suspenderam as atividades presenciais durante a pandemia. O estudo aponta que pouco mais de 53% das escolas públicas conseguiram manter o calendário letivo original para 2020. Outro estudo, o mapa World Innovation Summit for Education (Wise), mostra que até 2030, a maior parte do ensino no mundo será personalizada e online. Uma mudança que já começou e é irreversível.

Para o educador brasileiro Alfredo Freitas, diretor de Educação e Tecnologia da universidade americana Ambra University, “o mundo já se prepara para ampliar a modalidade de ensino via internet e assumir o modelo educacional híbrido (online e presencial) no curto prazo mesmo após a pandemia. Nos EUA, onde a vacinação contra a Covid-19 ocorre massivamente, não houve retorno ao ensino presencial nos moldes anteriores à pandemia. Na Europa, gestores públicos e privados da educação já planejam modelos híbridos que permitam a continuidade do aprendizado de forma melhorada a partir da internet”.

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O levantamento do Inep aponta, ainda, que o Brasil teve um período expressivo de suspensão das atividades presenciais em relação a outros países. A média brasileira foi de 279 dias de suspensão de atividades presenciais durante o ano letivo de 2020, considerando escolas públicas e privadas. Dados da Unesco confirmam que as escolas brasileiras permaneceram fechadas acima da média mundial.

O Ensino Superior da rede privada, por exemplo, sofreu uma queda de 8,9% nas matrículas em cursos presenciais no primeiro semestre de 2021, enquanto a modalidade via internet viu a procura subir 9,8% no mesmo período. Os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil, pelo Instituto Semesp, e refletem uma tendência que se mantém desde 2016 e deve aumentar ainda mais no período pós-pandemia.

“Dados recentes mostram que já são quase 10 milhões de brasileiros matriculados no ensino via internet e o número de matrículas deve dobrar no pós-pandemia. O impulso na modalidade de ensino via internet no Brasil expôs o quão útil e eficaz é a metodologia e obrigou o fim imediato do preconceito com o ensino virtual”, afirma.

Regulamentado há 14 anos no Brasil, o ensino à distância superou pela primeira vez a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais.

Com informações Monitor Mercantil


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