Insegurança alimentar aumentou no Brasil após 2018

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Dados da ONU mostram que 10% da população mundial estava subalimentada no ano passado.

A fome mundial passou por um agravamento dramático em 2020, destaca a Nações Unidas. Provavelmente, o aumento está relacionado às consequências da Covid-19, mas a deterioração dos indicadores já vinha sendo registrada antes disso.

Embora o impacto da pandemia ainda não tenha sido totalmente mapeado, o relatório “O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi) 2021” estima que cerca de 1/10 da população global – até 811 milhões de pessoas – estava subalimentada no ano passado. O número sugere que será necessário um grande esforço para o mundo honrar sua promessa de acabar com a fome até 2030.

Já em meados da década de 2010, a fome havia começado a subir, diminuindo as esperanças de um declínio irreversível. Em 2020, a fome disparou em termos absolutos e proporcionais, ultrapassando o crescimento populacional: estima-se que cerca de 9,9% entre todas as pessoas tenham sofrido de desnutrição no ano passado, ante 8,4% em 2019.

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No Brasil, os números revelam uma piora acentuada na comparação entre o período 2014–2016 com 2018–2020, período que abrange o fim do Governo Temer e o Governo Bolsonaro. O percentual da população brasileira com severa insegurança alimentar pulou de 1,9% para 3,5%, de 3,9 milhões para 7,5 milhões de habitantes. Acrescentando os que viviam com moderada insegurança alimentar, o percentual passou de 18,3% para 23,5%, de 37,5 milhões para 49,6 milhões de brasileiros.

O relatório demonstra ainda redução na capacidade da população em adquirir alimentação saudável.

Em relatório divulgado na última semana, a Euler Hermes aponta que a pandemia exacerbou as desigualdades estruturais existentes nos mercados de trabalho da América Latina. A maior proporção de trabalhadores economicamente vulneráveis e a predominância do setor informal fez com que as perdas de emprego e renda atingissem mais duramente os trabalhadores menos qualificados e sem instrução. Houve queda acentuada do total de horas semanais trabalhadas.

Com informações Monitor Mercantil


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