Pandemia fez 70% dos trabalhadores aumentarem gastos com alimentação

Gostou? Compartilhe!


Mais de 62% seguem pedindo em restaurante, mesmo que não diariamente; delivery que foca em sobremesa pode ter alta de 44% no tíquete médio.


Pesquisa realizada pela Ticket com mil respondentes revelou mudanças nos hábitos alimentares dos trabalhadores brasileiros após um ano do início da pandemia. Uma das principais alterações, mencionada por 70% dos participantes, foi o aumento dos gastos mensais com a alimentação.

Segundo o estudo, 26,56% revelaram acréscimo de mais de 50% no gasto mensal com a compra de mantimentos, enquanto 28% disseram que sentiram um aumento de 10 a 30%, e 25% observaram uma alta de 30 a 50%. Cerca de 10% dos participantes disseram que o gasto continua igual e apenas 3% revelaram que ele diminuiu.

Sobre a frequência com que realizam compras no mercado (ou quitandas, açougues, peixarias, supermercados, sacolão, entre outros), 39% responderam que vão pelo menos uma vez por semana ao estabelecimento, 22% duas vezes ao mês e 19% frequentam três ou mais vezes por semana. O uso do cartão alimentação se destaca entre as formas de pagamento nesses estabelecimentos, com 69% de utilização em pagamentos presenciais ou pagamentos online. Os cartões de crédito e débito são usados em 27% e 26% das vezes, respectivamente. Já o dinheiro é a preferência em 11% das compras feitas pelos entrevistados.

Segundo o estudo, entre os estabelecimentos em que o Ticket Alimentação mais foi utilizado estão os atacadistas (24%), hortifrutis (20%), minimercados (14%), supermercados/hipermercados (13%) e açougues (12%).

Já os pedidos de comida em restaurantes seguem na rotina de parte dos trabalhadores: 62% dos participantes da pesquisa continuaram realizando pedidos durante a pandemia, mesmo que não diariamente. Quando pedem as refeições em restaurantes, a forma de pagamento mais utilizada, segundo 40% das pessoas, é o cartão refeição para pagamento manual. Já 30% preferem utilizar o cartão de crédito, 21% o cartão refeição para pagamento online, 29% recorrem ao cartão de débito e 14% utilizam dinheiro em espécie.

Caro Leitor, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo.  Precisamos de sua contribuição para manter nosso jornalismo honesto e independente. Se você puder contribuir com qualquer valor que não te fará falta, nós agradecemos. A Chave PIX Agencia MBrasil é ferpadrao@gmail.com

Outro levantamento, da AlmoçoGrátis, em parceria com a Galunion Consultoria, apontou que deliveries que focam em sobremesa podem ter aumento de 44% no tíquete médio. Por meio de dados coletados entre 2020 e 2021, ao longo de diversas pesquisas com 3.032 pessoas entrevistadas, sendo 54% mulheres e 46% homens, os empreendimentos desenvolveram um levantamento chamado “Percepções do Delivery na Pandemia”. Segundo o estudo, há uma lacuna considerável, de 58% com relação ao interesse de compra de sobremesas entre a operação delivery e do salão. Isso se dá, porque os consumidores estão menos propensos a pedirem sobremesas no delivery por entenderem haver falhas operacionais ainda não solucionadas. Os motivos são diversos, como temperatura não agradável do produto (31%), perda do frescor da sobremesa (25%), outras opções de sobremesa em casa (19%), sobremesa é compra de impulso, o que se perde no delivery (16%) e a sobremesa fica sem graça em casa (9%).

A conta que muitos estabelecimentos não fazem é que a inclusão de uma sobremesa pode aumentar em 44% o valor do tíquete médio, além de aumentar a lucratividade do negócio. O estudo mostra que a cada R$ 40 gastos em pedidos no delivery, os consumidores estão dispostos a gastar R$ 17,77 adicionais em sobremesas. Entre as opções mais pedidas pelo consumidor, o levantamento destaca petit gateau, milkshake, sorvete, porção individual de bolo, tortinhas individuais, mousse, brownie, pudim, churros, quindim, a unidade de cookie e a unidade de brigadeiro.

Quando os respondentes foram questionados se já pediram uma sobremesa que não conheciam antes da experiência do salão ou algum tipo que ainda não tivessem experimentado, menos de 5% sempre pedem, menos de 10% frequentemente, 40% as vezes, cerca de 35% raramente e cerca de 15% nunca pedem.

Com informações Monitor Mercantil


Gostou? Compartilhe!