Suspeitas de corrupção com vacinas somam R$ 12 bi, e subindo

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Governo Bolsonaro negociou 560 milhões de doses com intermediários.

Ao rebarbar ofertas de vacinas diretamente dos fabricantes e privilegiar negociação com intermediários, o Governo Bolsonaro escancarou as portas para dezenas de atravessadores e deixou no ar robustas suspeitas de corrupção, que a Polícia Federal poderá investigar, se tiver autonomia. Os casos suspeitos – até agora – são:

1) Covaxin: 20 milhões de doses iniciais + 50 milhões solicitadas em ofício do Ministério da Saúde de 6 de março. A US$ 15 a dose, as encomendas somariam US$ 1,050 bilhão. O possível “comissionamento” da vacina indiana varia de US$ 13,66 por dose (telegrama da Embaixada do Brasil na Índia estimava o preço em US$ 1,34 a dose) a US$ 5 (ata de reunião do Ministério da Saúde com a Precisa falou em US$ 10 ou menos). Tem-se portanto suspeita de sobrepreço entre US$ 956 milhões e US$ 350 milhões.

2) Davati (inicialmente AstraZeneca, depois Jansen): 400 milhões de doses. O PM Luiz Paulo Dominguetti falou em pedido de “pixulé” de US$ 1 por dose. Porém os preços oferecidos variaram muito, ao sabor da briga entre as supostas (segundo a senadora Simone Tebet) quadrilhas no Ministério da Saúde. A suspeita, portanto, é de, no mínimo, US$ 400 milhões.

3) Coronavac: 30 milhões de doses através de um intermediário a US$ 28 cada (o preço do Instituto Butantan é de US$ 10). Suspeita de propina de US$ 540 milhões.

4) Convidecia: 60 milhões de doses pelas quais seriam pagos US$ 17 cada. Se levar em conta que a igualmente chinesa Coronavac, fornecida pelo Butantan, custou US$ 10, haveria uma suspeita de sobrepreço de US$ 7 a dose, ou US$ 420 milhões.

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No total, a suspeita de “pixulé”, “comissionamento”, propina, vai a, no mínimo, US$ 1,710 bilhão, ou R$ 8,740 bilhões. Se levada em conta a dose mais barata da Covaxin, o montante vai a US$ 2,316 bilhões, ou R$ 11,840 bilhões. Valor suficiente para bancar mais uma rodada de auxílio emergencial e ainda sobrar R$ 2,8 bilhões de troco.

Com informações Monitor Mercantil


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