Bolsonaro é ruim/péssimo para quase metade dos brasileiros

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Diante da queda na aprovação do governo, divulgação dos atos do dia 7, promovida pela militância, quer garantir uma imagem de apoio popular.

O governo mantém um índice alto de reprovação. A semana foi agitada por notícias políticas e econômicas, provocando queda da popularidade. O percentual de pessoas que avaliam a gestão como ruim/péssima nesta sexta-feira é de 48,7%; 28% consideram o governo bom/ótimo e 23,3% avaliam como regular.

Nos últimos dias houve uma intensificação da divulgação dos atos de 7 de setembro, promovida pela militância bolsonarista. Os protestos correspondem a cerca de 21% do total de posts que mencionam o presidente Jair Bolsonaro no Twitter. No entanto, o movimento tem encontrado dificuldades em angariar apoio fora da bolha governista.

Ao longo da semana, a as menções aos evangélicos, no contexto das manifestações se intensificou, crescendo 142%. Isso dá ao evento um caráter cristão conservador, que busca reforçar o apoio desse público ao presidente da República.

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As manifestações sobre ruptura democrática têm sido periféricas, o que demonstra que “o movimento não é golpista”. Grande parte dessa narrativa de radicalização tem vindo por meio de análises da imprensa e de observações da oposição.

Governistas investem na ideia de que o Judiciário estaria agindo parcialmente, mas houve um claro recuo em relação à possibilidade de haver ações de invasão dos poderes.

Outro tema muito abordado pela imprensa, referente à participação de policiais militares nos protestos. Os dados não mostram aumento expressivo do grupo nas redes. O peso de termos como “PM”, “polícia militar”, “policiais militares” não tem se alterado ao longo das semanas de divulgação dos protestos.

As menções positivas a Bolsonaro variaram de acordo com o sucesso da militância em emplacar as convocações para os protestos de 7 de setembro.

A semana também foi marcada pelo que analistas interpretaram como o afastamento do sistema financeiro da gestão Bolsonaro. A tensão causada pela carta organizada pela Febraban e Fiesp, em defesa da harmonia entre os Poderes, pautou a agenda econômica.

Ameaças do governo de retirar o Banco do Brasil e a Caixa da Federação foram vistas como um péssimo sinal de ingerência política sobre o mercado, levando o governo a recuar do enfrentamento.

A crise foi reforçada com o recuo do PIB, a crise hídrica e energética, com o consequente aumento da conta de luz, e os sinais de que a inflação não irá dar trégua. Uma deterioração do cenário econômico do país, que tem trazido pessimismo sobre os resultados do próximo ano e uma percepção de que o ambiente constante de conflito político está prejudicando o crescimento do Brasil.

Ou seja, não indica uma ruptura das bases das PMs com o sistema, o que anteveria uma radicalização liderada por essas instituições. Portanto, a possibilidade de isso ocorrer é bastante remota.

As redes demonstram uma clara estratégia bolsonarista de concentração na Avenida Paulista o foco dos protestos. Há mensagens de militantes de todo país convocando as pessoas a se dirigirem a São Paulo no dia 7.

Portanto, diante da queda na aprovação do governo, se antes havia um esforço de disseminar as manifestações de rua pró-governo por todo país, desta vez há um claro destino geográfico, de forma a garantir uma imagem de apoio popular, evitando a disseminação do movimento, cada vez mais restrito a convertidos.

Também a evolução das reformas no Congresso segue envolta em obstáculos. A reforma do IR aprovada pela Câmara esta semana foi considerada precipitada por analistas, que seguem resistentes ao texto final. Internautas comuns pedem queo Senado corrija o que consideram distorções e inadequações.

Já a reforma trabalhista, enviada pela Câmara já envolta em polêmicas, foi rejeitada pelo Senado, passando a impressão deque há uma dissonância entre Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, o que seria mais um entrave para a aprovação de mudanças em questões importantes para o país.

Mas, se Lira e Pacheco não estão andando no mesmo ritmo, o STF, mesmo sob ataque, acenou de forma positiva ao governo, com a proposta de Fux para resolver a questão dos Precatórios. A inciativa agradou a Paulo Guedes, mas segue sem apoio dos internautas, que continuam afirmando que o adiamento ou parcelamento de precatórios é sinônimo de calote.

Também marcou a semana a finalização da versão preliminar do Orçamento de Estado, sem a inclusão das promessas do presidente da República, como o aumento do Bolsa Família.

A semana termina revelando que a articulação política do governo está se deteriorando, sobretudo junto ao Senado.

As denúncias envolvendo a família Bolsonaro a um esquema de rachadinhas ganhou as redes novamente, pelo fato de os sigilos de Carlos Bolsonaro terem sido quebrados e também após Marcelo Nogueira, ex-funcionário da família, confirmar as denúncias. Segundo ele, a ex-esposa de Bolsonaro e mãe de Jair Renan seria a pessoa designada para coordenar o esquema, mas teria sido substituída por Carlos e Flávio, após, segundo ele, ela ter traído Bolsonaro com um bombeiro que faria escolta da família.

O assunto promete crescer, apesar de governistas desvalorizarem as denúncias, alegando que não existem provas. Opositores querem que o Ministério Público investigue as denúncias do ex-funcionário.

Segundo o levantamento, terça e quarta-feira foram os dias em que os apoiadores do presidente tiveram maiores dificuldades para unificar o discurso em volta dos objetivos dos atos de 7 de setembro. A confiança acompanha as menções positivas ao presidente da República e atingiu os 16%. Apesar da alta, medo e tristeza ainda dominam os sentimentos associados a Bolsonaro.

Com informações Monitor Mercantil 


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