Para alcançar energia verde, alto consumo de metais

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Produção mundial aquém do necessário e preços em alta, mostra o FMI.


A transição para energia “limpa” pode desencadear uma demanda de metais sem precedentes nas próximas décadas, exigindo até 3 bilhões de toneladas, alerta o blog do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Uma bateria típica de veículo elétrico, por exemplo, precisa de cerca de 8kg de lítio, 35kg de níquel, 20kg de manganês e 14kg de cobalto, enquanto as estações de carregamento requerem quantidades substanciais de cobre. Para energia verde, os painéis solares usam grandes quantidades de cobre, silício, prata e zinco, enquanto as turbinas eólicas requerem minério de ferro, cobre e alumínio”, contabiliza o FMI.

Essas necessidades podem fazer com que a demanda e os preços do metal aumentem por muitos anos. Valores que já estão altos, alguns atingindo níveis recordes.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, até 2050 a parcela de energia proveniente de fontes renováveis aumentaria dos níveis atuais de cerca de 10% para 60%, impulsionada pela energia solar, eólica e hidrelétrica. Os combustíveis fósseis diminuiriam de quase 80% para cerca de 20%.

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A substituição de combustíveis fósseis por tecnologias de baixo carbono exigiria um aumento de oito vezes nos investimentos em energia renovável e causaria um forte aumento na demanda por metais. “No entanto, o desenvolvimento de minas é um processo que leva muito tempo – geralmente uma década ou mais”, adverte o Fundo.

A produção atual de grafite, cobalto, vanádio e níquel parecem inadequadas, mostrando uma lacuna de mais de dois terços em relação à demanda. Os suprimentos atuais de cobre, lítio e platina também são inadequados para atender às necessidades futuras, com uma lacuna de 30% a 40%.

Para alguns minerais, as reservas existentes permitiriam uma maior produção com mais investimentos em extração, como para grafite e vanádio. Para outros minerais, as reservas atuais podem ser uma restrição – especialmente lítio e chumbo, mas também para zinco, prata e silício.

O FMI afirma que as reservas podem ser aumentadas com novas tecnologias e exploração. A reciclagem também dá sua colaboração.

Um fator complicador é que alguns suprimentos importantes são geralmente muito concentrados em poucos países. A República Democrática do Congo responde por cerca de 70% da produção de cobalto e metade das reservas. A Austrália domina quase 80% da produção de lítio.

De 11 metais destacados pelo FMI, a China é líder na produção de 5. O Brasil tem participação expressiva em apenas 2 (lítio e grafite).

Com informações Monitor Mercantil


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