Bando de pastores transforma o Ministério da Educação em balcão de negócios, mas Bolsonaro se cala

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Populista barato e incompetente como governante, Jair Bolsonaro disse certa feita: “Acabou a mamata!”, “No meu governo não vai ter toma-lá-dá-cá”, “Duvido que alguém aponte corrupção no meu governo”.

Em 2018, durante a corrida presidencial, o site UCHO afirmou, sem medo de errar que Bolsonaro era – e ainda é – o que se conhece na política como “mais do mesmo”, não sem antes destacarmos que o então candidato era desprovido de estofo para cargo de tamanha importância e responsabilidade como o de presidente da República. E Bolsonaro continua sem os requisitos mínimos para o cargo.

O falso bom-mocismo de Bolsonaro, que encantou os incautos nas eleições de 2018, há muito caem por terra, desnudando uma realidade antagônica aos discursos messiânicos. O mais novo escândalo envolvendo o governo federal dá conta que pastores compõem um pelotão de lobistas que atua no Ministério da Educação, com a conveniência criminosa do titular da pasta, o fundamentalista cristão Milton Ribeiro.

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Reportagem publicada no site do jornal “O Estado de S. Paulo” – assinada pelos jornalistas Breno Pires, Felipe Frazão e Julia Affonso – revela que o gabinete de Milton Ribeiro foi capturado por um grupo de pastores de sua confiança. Sem vínculos com a administração pública nem com o setor de ensino, os pastores formam um gabinete paralelo que facilita o acesso de outras pessoas ao ministro e participam de agendas fechadas onde são discutidas as prioridades da pasta e até o uso dos recursos destinados à educação no Brasil.

Com trânsito livre no ministério, os supostos emissários do Senhor atuam como lobistas, viajam em aviões da FAB e abrem as portas do gabinete de Ribeiro para prefeitos e empresários. O grupo é chefiado pelos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade.

Longe da promessa de moralizar o País, Bolsonaro aceita de bom grado o banditismo político em troca de apoio político no Congresso Nacional e nos estados, onde tenta convencer o eleitorado sobre seu projeto de reeleição.

O Brasil está diante de mais um escandaloso e inequívoco caso de tráfico de influência, mas que certamente será minimizado por um presidente galhofeiro e totalitarista. Em qualquer país minimamente sério, os pastores, incluso o ministro da Educação, estariam presos. Milton Ribeiro, que também é pastor, já teria sido exonerado.

O mais curioso nessa epopeia bandoleira é que Bolsonaro, Milton Ribeiro e seus capachos da fé ousam falar em nome de Deus, como se não agissem como prepostos luciferianos.

Não por acaso, a educação brasileira retrocedeu ao menos duas décadas, sem contar as claras ameaças à democracia e aos direitos dos cidadãos.

Com informações UCHO


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