Com Bolsonaro, 73,1% dos consumidores deixaram de comprar carne nos últimos meses

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Quase 10% cortaram iogurte, queijo, laticínios e bebidas alcoólicas e perto de 6% não levaram para a casa biscoito e o tradicional feijão, segundo revela uma pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), feita pela JFP Consultoria
No governo Bolsonaro, os brasileiros não conseguem consumir mais alimentos básicos frente a uma inflação que mês a mês vem batendo recordes.

Nos últimos meses, 73,1% dos consumidores deixaram de comprar carne, quase 10% cortaram iogurte, queijo, laticínios e bebidas alcoólicas e perto de 6% não levaram para a casa biscoito e o tradicional feijão.

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É o que revela uma pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), feita pela JFP Consultoria.

O levantamento foi feito no início do mês em supermercados da capital paulista, sendo entrevistados 200 consumidores com renda familiar de até dez salários mínimos (R$ 12.120).

O estudo mostra que, diante dos preços altos e o baixo poder de compra, 79% dos entrevistados passaram a levar um volume menor de itens para casa. 52% deixaram de consumir algum produto entre alimentos, bebidas, itens in natura e artigos de limpeza.


Em março, o IPCA do IBGE – que mede a inflação oficial do país – atingiu 1,62%, maior marca para o mês em 28 anos. Em 12 meses o índice fechou em 11,30% provocando uma perda drástica no consumo dos brasileiros desde a implementação do Plano Real.

A volta da inflação no Brasil é provocada, principalmente, pelos preços que são administrados pelo governo, como gasolina (alta de 27,48% em 12 meses), do óleo diesel (alta de 46,47% em 12 meses), gás de cozinha (alta de 29,56%, em 12 meses) e da energia (alta de 28, 52% em 12 meses).

Enquanto os preços disparam, a renda do trabalho encolhe. No trimestre encerrado em fevereiro, a renda média real do trabalhador, que inclui também a informalidade (trabalhos sem carteira assinada, os populares “bicos”), foi de R$ 2.511. Diante disto, a renda do trabalho recuou 8,8% em relação ao mesmo período de 2021, de acordo com o último dado disponível da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua do IBGE.

Para trabalhadores com carteira assinada na iniciativa privada, a situação não é diferente. Segundo o “Salariômetro” da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), nos últimos 12 meses, até fevereiro, 55,7% dos reajustes perderam para a inflação, 15,1% conseguiram repor só as perdas e apenas 29,2% superaram a inflação.

Para o presidente do Sincovaga, Álvaro Furtado, o momento atual é pior que outros períodos de inflação elevada no passado. Ele lembra que, embora defasados, no passado os salários eram corrigidos, o que resgatava o poder de compra do consumidor. “Hoje, no entanto, esse gap (diferença) é grande”, avaliou.

Com informações a Hora do Povo


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