Em meio à lambança de Bolsonaro na Petrobrás, preço do etanol continua subindo

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Litro do etanol, em média, se aproxima de R$ 5,00, mas pode ser encontrado por R$ 7,899.

Com os postos de 20 Estados e no Distrito Federal registrando altas nos preços do etanol hidratado, o preço médio nacional do combustível subiu 0,77% na semana passada em relação à anterior, de R$ 4,952 para R$ 4,990 o litro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor mais alto do etanol foi encontrado no Estado do Rio Grande do Sul, a R$ 7,899 o litro.

Em meio à dança das cadeiras de quem o Planalto indica para assumir a presidência da Petrobrás, depois da demissão de mais um presidente da estatal por Bolsonaro, encenando preocupação com os preços dos derivados de petróleo, os preços dos combustíveis continuam subindo. Nem o etanol – derivado da cana-de-açúcar – escapa da política do governo de manter os preços atrelados ao dólar. Segundo o sindicado dos distribuidores de combustíveis, o etanol deve custar até 70% do preço da gasolina para ser competitivo em relação a gasolina.

“Quando as distribuidoras vendem o combustível para os postos, o etanol já vem com essa paridade tendo como referência o preço da gasolina”, diz Alfredo Pinheiro Ramos, presidente do Sindcombustíveis.

De acordo com os dados da ANP, o etanol teve preços mais favoráveis do que a gasolina apenas em três estados— Goiás, Minas Gerais e São Paulo. O critério considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, deve ter um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

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Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no país subiu 7,73%. O Estado com maior alta no período foi Mato Grosso, com 18,69% de valorização mensal do etanol, para R$ 5,062.

O movimento de alta do biocombustível acompanha a escalada do preço da gasolina após os mega-aumento de 18,8% em seu preço médio, pela Petrobrás, com o aval do governo, em 11 de março deste ano, seguindo a política de atrelar os preços dos combustíveis produzidos no Brasil ao dólar e à cotação do barril do petróleo no mercado internacional.

Nas usinas de São Paulo, o produto subiu 4,26% na semana passada em relação à anterior, passando de R$ 3,2739 o litro para R$ 3,4135, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea). Em um mês, o etanol hidratado acumula alta de 8%.

Na última semana, o preço do etanol anidro, que é misturado à gasolina, subiu 1,7% nas usinas paulistas, mesmo após Bolsonaro ter zerado o imposto de importação do etanol, até 31 de dezembro deste ano, o que, diga-se de passagem, foi comemorado pelos produtores dos EUA. Já os produtores daqui, afirmaram que a decisão que só beneficiava os americanos não traria redução nos preços para os consumidores brasileiros. O combustível acumula alta de 14,4% no mês, de acordo com a Cepea.

DIESEL, GASOLINA E GÁS DE COZINHA SEGUEM EM ALTA

O preço do diesel S-10, o menos poluente, na média, foi vendido a R$ 6,730 o litro, alta de 0,8% na semana de 27 de março a 2 de abril em relação à semana anterior. O maior preço foi encontrado a R$ 8,065 o litro em Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo, segundo ANP. O preço mais baixo foi de R$ 4,999 o litro, em Parintins, no Amazonas.

Já o litro do diesel mais poluente se aproxima dos R$ 8, registrando valor de R$ 7,979 no Distrito Federal e de menor valor, de R$ 5,299 o litro em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Na média, o litro do diesel 500 ficou em R$ 6,593 o litro.

A gasolina continua nas alturas, com o aumento autorizado nas refinarias (da gasolina, da diesel e do gás de cozinha) em março pela direção da Petrobrás, com aval do governo Bolsonaro. Segundo a ANP, a média de preço estava em R$ 7,202 o litro. O maior preço encontrado foi de R$ 8,499 o litro e o menor, de R$ 5,999 o litro.

O preço do gás de cozinha continua em alta, penalizando as famílias mais pobres, e teve mais um aumento de 0,3% de uma semana para outra no preço do botijão de 13 quilos para R$ 113,63, com o maior preço mantido em R$ 160 e o menor, em R$ 88. E Bolsonaro prometeu na campanha entregar o botijão a R$ 35,00.

Com informações a Hora do Povo


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