Sem controle do governo, planos de saúde terão aumento recorde em 2022

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Bancos e operadoras projetam alta de cerca de 18%

Os reajustes de preços dos planos de saúde este ano já são motivo de insônia de muito dos seus participantes. Tanto para os conveniados dos planos individuais e mais ainda dos planos empresariais, que reúnem maior contingente de usuários e que têm os aumentos das mensalidades determinados pelas próprias operadoras. Não tem nem mesmo qualquer controle de preços da transigente agência reguladora do setor, a Agência Nacional do Seguro Suplementar (ANS).

O total de usuários dos planos de saúde são 49.049.067. Os beneficiários de planos individuais somam 8.902.910 milhões. Outros 40.094.836 são clientes dos planos coletivos, sendo que, desse total, 33.818.557 estão ligados aos planos coletivos empresariais e 6.275.872 aos planos coletivos por adesão, de acordo com a Agência Globo.

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Os milhões de usuários dos chamados planos de saúde coletivos ou por adesão poderiam ser contratantes de planos individuais, mas por meio de artifícios diversos, como a atuação da Qualicorp, vão sendo organizadas por CNPJ, por entidades de classe, por exemplo. As operadoras têm por prática nem oferecer planos individuais.

Ficam, dessa maneira, sob os contratos coletivos e, portanto, submetidos aos aumentos das mensalidades determinados unilateralmente pelos planos de saúde.

Empresa do setor de serviço que mantém apólice de seguro saúde com uma das grandes operadoras do mercado, e que atendeu pedido do nosso portal para analisar os aumentos das mensalidades pagas no período de vigência contratual, mostra com precisão o grau de extorsão dos aumentos praticados.

O contrato teve início em outubro de 2015. Tomando como base um dos participantes, os custos das mensalidades dessa pessoa na fatura com a operadora aumentaram em 116, 67% no período. A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, até outubro de 2021 foi de 34,91%.

O último aumento em setembro do ano passado foi, nada menos, de que 22,0954%. O receio é que os aumentos, em setembro próximo, venham nesse nível. Regra geral, os índices dos contratos empresariais são maiores que a dos planos individuais.

Para os planos individuais, projeções do mercado estimam reajustes este ano entre 15% e 18,2%, superando o recorde de 13,57% registrado em 2016. No ano passado, os planos individuais tiveram um desconto de 8,2%, devido à redução da demanda para uso dos serviços médicos oferecidos em 2020.

Não bastasse essa situação aflitiva, as pessoas estão perdendo renda, no arrocho dos salários que a crise econômica provoca, pela inflação que corrói o pouco que se ganha, com as famílias endividadas como nunca se viu antes, e Bolsonaro orientando pastores a pegar propina pelo Ministério da Educação ou comprar ônibus superfaturados, chancelando o Guedes a elevar as taxas de juros, estrangulando o consumo e a produção.

As projeções passam pelos 15% do banco BTG Pactual, um estudo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS) que calcula alta de 18,2% e a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) que estima um reajuste de 16,3%.

Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), esclarece que essas projeções não utilizam da taxa de sinistralidade para o cálculo dos reajustes, mas é essa taxa que as seguradoras usam para estipular os índices de aumento. A sinistralidade é acompanhada pela ANS com base nas informações das próprias operadoras.

A agência publicou um estudo que mostrou que a sinistralidade do primeiro trimestre de 2021 permaneceu inferior ao observado no mesmo período de 2019, entre 75% e 77%. Houve um aumento do índice no segundo trimestre, chegando a 82%,que foi aproximadamente o mesmo patamar antes da pandemia. A sinistralidade dos trimestres do final de ano é que vão determinar o reajuste de 2022.

Com informações a Hora do Povo


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