TCU aprova venda da Eletrobras em meio a denúncias

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Tarifas vão subir, e risco de apagão cresce.

A aprovação da privatização da Eletrobras pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por 7 votos a 1, não significa que o Governo Bolsonaro terá caminho tranquilo para vender a empresa. Entidades de empregados da estatal prometem protocolar denúncias de irregularidades na SEC (órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos).

As entidades falam em possíveis perdas de R$ 18 bilhões que não foram contabilizadas na Usina de Santo Antônio, cálculo com sobrepreço na participação em Belo Monte e problemas na transferência de Itaipu e Eletronuclear para a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, que controlaria os ativos que não serão privatizados.

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Para Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, a “insana privatização da Eletrobras precisa ser interrompida”. Privatizar a Eletrobras é aceitar a perda de soberania energética nacional; a falta de garantia na prestação de serviço a todos os brasileiros e brasileiras; o aumento nas tarifas de energia; a entrega da gestão da água em nossas bacias hidrográficas para a iniciativa privada”, denuncia.

Fattorelli lembra que a Eletrobras, maior empresa de energia elétrica da América Latina, teve lucro de quase R$ 40 bilhões nos últimos quatro anos, tendo divulgado um ganho de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre de 2022, possuindo também cerca R$ 15 bilhões em caixa.

As tarifas vão subir, com a mudança no regime de cotas, mediante o qual as usinas comercializam energia ao preço médio de R$ 60 por MWh, menos de 1/4 do preço praticado no mercado, que chega a superar R$ 250 atualmente e poderá aumentar muito mais com essa privatização.

Ela alerta ainda para o risco de apagão, “pois o setor privado quer seus lucros distribuídos e não abre mão destes para investimentos, como assistimos atualmente na Petrobras, distribuindo lucro de mais de R$ 100 bilhões a acionistas e, ao mesmo tempo, vendendo ativos estratégicos como as refinarias, entre outros”.

Com informações Monitor Mercantil


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