Gases em excesso: por que aumentam e como reduzir

Gases em excesso: por que aumentam e como reduzir

Você já sentiu aquele inchaço e barulho no abdome que atrapalham o dia a dia? Gases em excesso são comuns, mas podem ser embaraçosos e dolorosos. Neste artigo eu vou explicar, de forma direta, por que eles aumentam e o que você pode fazer hoje mesmo para reduzir o problema.

Vou trazer causas frequentes, alimentos que costumam piorar a situação e um passo a passo com medidas práticas imediatas e de longo prazo. Se preferir, aplique as dicas aos poucos. Elas funcionam melhor quando mantidas com regularidade.

O que são gases em excesso e por que aparecem

Referência em Goiânia para tratamento de refluxo e pedras na vesícula, o Dr. Thiago Tredicci ressalta que gases intestinais são ar e vapores produzidos ou engolidos pelo corpo. Eles acumulam no estômago ou no intestino e precisam sair de alguma forma.

O corpo normalmente elimina esse gás com arroto ou flatulência. O problema surge quando a produção é maior do que a eliminação, gerando dor, pressão e distensão abdominal.

Principais causas

  • Engolir ar: comer rápido, falar com a boca cheia ou mascar chiclete aumenta a quantidade de ar que chega ao estômago.
  • Fermentação intestinal: certas fibras e açúcares são fermentados pelas bactérias do intestino, gerando gás.
  • Intolerâncias alimentares: lactose e frutose mal digeridas podem aumentar os gases.
  • Má digestão ou motilidade lenta: quando os alimentos demoram a passar, há mais tempo para fermentação.
  • Constipação: o trânsito lento facilita a retenção e produção de gás.
  • Alterações da microbiota: desequilíbrios bacterianos, incluindo SIBO, podem elevar a produção de gás.

Alimentos que costumam aumentar os gases

Não é preciso eliminar tudo de uma vez. Conhecer os culpados ajuda a testar mudanças com segurança.

  • Leguminosas: feijão, lentilha e grão-de-bico produzem mais gás por causa de certos carboidratos.
  • Vegetais crucíferos: brócolis, couve-flor e repolho são saudáveis, mas podem causar fermentação.
  • Alimentos ricos em FODMAPs: cebola, alho, maçã e mel são exemplos que causam sintomas em muitas pessoas.
  • Laticínios: leite e queijos em quem tem intolerância à lactose aumentam gases.
  • Bebidas carbonatadas: refrigerantes e água com gás adicionam ar ao sistema digestivo.
  • Adoçantes artificiais: sorbitol e xilitol podem provocar flatulência.

Como reduzir gases em excesso: medidas imediatas e preventivas

Separei ações rápidas para quando o desconforto aparecer e mudanças que ajudam a longo prazo. Siga o que for mais fácil e combine as dicas.

Alívio rápido

  1. Mobilize o corpo: caminhar por 10 a 20 minutos ajuda a mover o gás pelo intestino.
  2. Posições que aliviam: deite de lado com os joelhos levemente dobrados ou faça a postura do gato no solo para liberar gás.
  3. Massagem abdominal: faça movimentos circulares suaves no sentido horário, do estômago até o reto.
  4. Compressa morna: coloque uma bolsa térmica na barriga para relaxar a musculatura e diminuir a dor.

Mudanças na alimentação e hábitos

  1. Coma devagar: mastigue bem e faça refeições tranquilas para reduzir o ar engolido.
  2. Reduza bebidas gasosas: troque o refrigerante por água sem gás.
  3. Avalie intolerâncias: teste reduzir lactose ou certos alimentos ricos em FODMAPs por duas semanas.
  4. Ajuste fibras gradualmente: aumente a fibra aos poucos para dar tempo à microbiota de se adaptar.
  5. Evite mascar chiclete: isso aumenta o ar engolido e o consumo de adoçantes que fermentam.
  6. Hidrate-se: água ajuda o trânsito intestinal e reduz constipação associada a gases.

Suplementos e remédios

Alguns produtos podem ajudar, mas use com critério e preferencialmente após orientação profissional.

  • Probióticos: podem melhorar o equilíbrio da microbiota e reduzir sintomas em algumas pessoas.
  • Simeticona: ajuda a juntar bolhas de gás, facilitando a eliminação.
  • Enzimas digestivas: lactase para intolerância à lactose ou alfa-galactosidase para leguminosas podem ser úteis.

Quando procurar um especialista

Se o problema for frequente, intenso ou vier acompanhado de perda de peso, sangue nas fezes, febre ou vômito, não ignore. Esses sinais exigem avaliação médica.

Para casos persistentes, um profissional como um gastrocirurgião pode pedir exames, investigar intolerâncias, motilidade intestinal ou SIBO e orientar o tratamento adequado.

Estratégia prática para 4 semanas

Segue um plano simples para testar mudanças sem grandes restrições. Faça uma alteração por vez e observe o efeito.

  1. Semana 1: mastigue mais, evite bebidas gasosas e pare de mascar chiclete.
  2. Semana 2: reduza alimentos óbvios que causam gás, como feijão e couve-flor, para avaliar resposta.
  3. Semana 3: introduza probiótico por 2 a 4 semanas e mantenha hidratação.
  4. Semana 4: ajuste fibras e avalie a necessidade de enzimas digestivas conforme os sintomas.

Dicas rápidas e práticas

  • Rotina de refeições: mantenha horários regulares para melhorar o trânsito intestinal.
  • Atividade física: ao menos 20 minutos diários reduzem retenção de gases.
  • Registro alimentar: anote o que come e como se sente para identificar padrões.
  • Evite estresse durante as refeições: comer no escuro ou com pressa aumenta o ar engolido.

Resumo e próximos passos

Gases em excesso têm causas variadas, desde hábitos simples como comer rápido até intolerâncias ou alterações da microbiota. A boa notícia é que muitas medidas são simples e dão resultado rápido.

Comece por mudar hábitos de alimentação e mastigação, experimente reduzir alimentos fermentáveis, mantenha atividade física e considere probióticos ou enzimas quando indicado. Se os sintomas persistirem ou piorarem, procure avaliação médica.

Experimente as dicas aqui e perceba qual combinação funciona melhor para você. Aplique as recomendações e acompanhe a evolução dos gases em excesso para sentir alívio no seu dia a dia.

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